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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

tempo de partir

Não tenho medo ou receio de partir
Já não me resta mais nada para viver
Não tenho falsas ilusões
Sei aquilo que me espera pela frente

Não penses em falar ou criticar me
Apenas porque leste aquilo que eu escrevi
Tu não sabes nem um terço
Do que eu já sofri

Está descansado que não vais ouvir o velho fado
Que sou órfão e fui abandonado
Nem tão pouco cresci nas ruas
Nem sou um pobre coitado

Na vida ninguém escolhe o destino que tem
Por isso não posso criticar a sociedade
Pela minha infelicidade

Cada um só tem o que merece
E esta cruz que eu carrego
É o preço que eu tenho de pagar
Não há volta a dar

Bem sei que por vezes me sinto revoltado
Mas no silêncio da noite
No meio dos meus pensamentos mais profundos
Entendo essa dor por tudo o que fiz de errado

E quando o meu tempo chegar
Eu vou me limitar a sorrir
E limitar me a aceitar
Que chegou o meu tempo de partir…



fim
poeta puma 69
livro nº38 dá me um momento


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